Ao final, a cliente não precisa sair dizendo:
“Agora
não tenho mais medo.”
Isso
seria uma expectativa inadequada.
Ela deve
sair conseguindo dizer algo como:
“Eu
percebi que muitas vezes trato meus pensamentos como fatos. Agora consigo
reconhecer quando uma crença antiga está tentando decidir por mim. Posso
questioná-la, olhar para as evidências e escolher uma resposta mais coerente
com a mulher que quero ser.”
Esse é o
verdadeiro objetivo da sessão.
Uma evolução importante para o seu método
Eu faria
uma pequena mudança no nome “Reprogramação de Crenças”.
Como
linguagem de coaching, ele é compreensível, mas pode sugerir que uma crença
seja simplesmente “apagada” e substituída por uma afirmação. Psicologicamente,
isso é simplista.
Para o
seu método Céu e Cartas®, eu usaria:
“Identificação, Questionamento e Ressignificação de
Crenças”
ou:
“Reestruturação de Crenças e Diálogo Interno”
Isso
deixa o processo mais sólido:
Perceber
→ Nomear → Questionar → Buscar evidências → Ressignificar → Experimentar →
Consolidar.
E existe
uma consequência estratégica importante: a Sessão 3 não deveria terminar
apenas em “pensar diferente”; ela deve preparar a Sessão 4 para “agir
diferente”. A cliente identificou seus valores na Sessão 2 e agora remove
parte dos obstáculos internos. O próximo passo lógico é transformar essa nova
percepção em decisões e metas concretas.
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